vendados

              Um dia fui criança no interior e cresço sem perceber que “faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá”.
Só sabia das coisas como chegavam e conhecia brincadeira infantil.

       Um dia fui jovem, ainda no interior, e começo a entender a que ‘apesar de você… que inventou esse estado e inventou de inventar toda a escuridão … amanhã há de ser outro dia
e lutar para ‘este dia há de vir antes do que você pensa

       Um dia sou adulto, sempre no interior, e me alegro em ver que ‘a marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu’ em ver ‘a minha gente sofrida despediu-se da dor

           Não podia imaginar que voltaria, disfarçada em justiça, a ‘pagina infeliz de nossa história’ que, por medo ou por carência do ego, ditaria, disfarçado em sentença, o novo
cálice (cale-se) … dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta … Atordoado eu permaneço atento na arquibancada pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa
Enquanto alguns desavisados acham que ‘era fatal que o faz-de-conta terminasse assim’ eu sei que ‘pra lá deste quintal era uma noite que não tem mais fim.’

Com grande respeito a Chico Buarque.

Anúncios

comente aqui sua impressão

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s